Foi numa das apresentações de rua que Flávio Henrique, compositor de ricas melodias, convidou Marina Machado para interpretar as canções do seu segundo CD, ainda em construção. Esta parceria rendeu o CD “Flavio Henrique e Marina Machado”.
Em 98, ainda com Regina Souza e a fotógrafa Márcia Charnizon, idealizou o espetáculo multimídia “Desoriente um país”. Completamente cantado em iídiche, hebraico e ladino, o show mostrava a diversidade cultural de Israel com arranjos bem brasileiros, rendeu o CD “Hebraico” e se tornou um grande sucesso de público e crítica.
Marina chamou Flavio Henrique e Chico Amaral para, juntos, produzirem seu primeiro CD solo. Baile das Pulgas tem participação de Lô Borges, Haroldo Ferreti (Skank), Juarez Moreira, Tizumba e do Candombe da Serra do Cipó. Os shows do novo CD levaram a cantora a importantes palcos Brasil afora e consolidou sua banda. Também foi chamada por Hermeto Pascoal para cantar com ele no Palácio das Artes. A moça inquieta acabou em Cuba, representando o Brasil no Festival “Romerias Del Mayo”. Depois de todas estas andanças, resolveu deixar a timidez de lado para ir conhecer um antigo ídolo que virara seu fã: Milton Nascimento, que já a convidara para apresentações de sua turnê “Crooner”.
Marina não para. E conta com participações muito especiais em sua turnê “Baile das Pulgas”: Milton no Rio e no interior de Minas e Lô Borges em São Paulo e no Sesc. É uma cantora em boa companhia: “Aos olhos de Guinard”, com Flavio Henrique e o Amaranto, rendeu 4º lugar no Prêmio Visa. Produz um CD demo com registros do Candombe da Serra do Cipó (MG), incluído na cartografia musical brasileira do Itaú Cultural. Em 2001 roda com o agora padrinho Milton Nascimento nas apresentações de “Milton e convidados”.
Marina produz com Alexandre Mourão e Tattá Spalla e com o apoio de sua banda o seu segundo disco solo “Marina 6 Horas da Tarde”. O CD de simplicidade cativante tem influências de Crosby, Stills, Nash and Young e do Clube da Esquina. Marina Machado é eleita melhor cantora de Minas Gerais e “Marina 6 horas da tarde” ainda é indicado para o prêmio Rival no Rio de Janeiro. O trabalho também rende uma turnê com participação de Marku Ribas, Seu Jorge, Max de Castro, Lô Borges e Érika Machado. Além de um convite de Milton Nascimento para interpretar quatro músicas em seu CD “Pietá”.
Marina e Milton dividem o palco e são elogiados mundo afora: do Japão aos Estados Unidos, da Europa a África, das capitais do Brasil até a gravação do DVD Pietá, em Belo Horizonte. Participa da trilha do filme “O Coronel e o Lobisomem”, de Milton e Caetano, com curta temporada de shows em BH, Rio e São Paulo. E Marina é agraciada com a indicação da Secretaria Municipal de Belo Horizonte por sua participação no projeto Pixinguinha com turnê no centro-oeste, norte e nordeste do Brasil com sua banda.
Um pé em casa e outro no mundo. Marina Machado começa a pesquisar o novo CD enquanto monta um espetáculo infantil da Cia. Burlantins. Viaja para Madri e Barcelona para participar nos shows de lançamento do CD de Leo Minax. Lá, arranca elogios: “Marina tem candura na voz”, diz a crítica de um jornal de Barcelona. Volta para Belo Horizonte para pegar estrada com a Cia. Burlantins para turnê Rio/São Paulo, interior de Minas e fazem participação na mostra infantil de cinema, dirigidos por Carla Camurati no Rio, São Paulo e BH.
Para comemorar os dez anos da Cia. Burlantins, Marina marca presença no musical infantil “A Zeropéia”, inspirado nos livros infantis de Hebert de Souza, o “Betinho”. Participa do concerto de Maria Schneider no Festival de Jazz de Ouro Preto. E volta ao estúdio, para gravar “Tempo Quente”, seu terceiro disco solo. A moça de jeito tímido e voz poderosa que sempre amou cantar, que sempre amou a Serra do Cipó, Minas e seus compositores se prepara com sua banda para ganhar o Brasil. Porque, como diz Milton, “o mundo ela já conquistou”. (do site oficial da Marina)

Postado por Zuli Rago às 12:41 0 comentários

